CIDADES SUSTENTÁVEIS: DO SANEAMENTO BÁSICO À PREVENÇÃO DE DESASTRES

REALIZACAO

XXI ENCONTRO DE ESTUDOS E DEBATES SOBRE ÁGUAS DOCES DE SANTARÉM E BAIXO AMAZONAS

O Encontro de Águas Doces FOPIESS é um evento híbrido focado na discussão de questões relacionadas à gestão e conservação de recursos hídricos, com ênfase em águas doces. Ele reúne especialistas, profissionais e acadêmicos para trocar conhecimentos e desenvolver soluções para os desafios atuais enfrentados pelos setores relacionados ao uso sustentável da água. O evento busca promover o diálogo sobre a importância da gestão integrada de águas, abordando desde técnicas de conservação e recuperação até políticas públicas voltadas para a sustentabilidade. Ele também propicia a formação de redes de colaboração entre diferentes países e instituições que atuam na área de recursos hídricos, destacando boas práticas e inovações tecnológicas.

ORGANIZAÇÃO:
FOPIESS (Santarém-PA-BR) & PECEGE (Piracicaba-SP-BR).

TEMA CENTRAL:
Cidades sustentáveis: Do saneamento básico à prevenção de desastres.

Data: 13 de agosto de 2026.

Horário: Das 08:00 às 17:30

Tipo do evento: Hibrido

Localização do evento:
PECEGE | Avenida Cezira Giovanoni Moretti, 580 - Loteamento Santa Rosa, Piracicaba/SP

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PALESTRANTES

Tema: Segurança Hídrica em um Mundo em Transformação: da Governança Global às Estratégias Sustentáveis na Agricultura e nas Cidades.

Tema: Mudanças climáticas, inteligência artificial e bioeconomia: os desafios do antropoceno para a Amazônia e o mundo..

Tema: Acesso à água potável e saneamento básico na Amazônia: necessidade de atuação do direito.

Tema: Gestão da água na bacia hidrográfica: a conexão invisível entre agricultura, cidades e prevenção de desastres.

Tema: Gestión del territorio en cuencas hidrográficas - Funciones ecosistémicas y usos prioritarios del agua en Uruguay.

Tema: Hidrodiplomacia e o futuro da água.

Tema: Saneamento básico em Portugal e na União Europeia, cidades inteligentes e direitos humanos.

Tema: Saneamento Básico e Adaptação às Mudanças Climáticas.

Tema: Gestão inteligente da água em sistemas públicos de abastecimento.

Tema: El gobierno de las sequias: la emergencia agropecuaria como respuesta a la Niña 2020-2023 en Argentina.

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Santarém e Piracicaba: onde a água doce é cultura

Curiosidades da terra do Çairé para o XXIV Encontro de Águas Doces (FOPIESS)
A mais de 3.000 km de Piracicaba, no oeste do Pará, Santarém oferece um retrato vivo do que o FOPIESS discute: a relação entre as pessoas e a água doce. Ali o rio não é só recurso. É caminho, sustento, fé e festa.

Um quinto da água doce do planeta passa por perto. A bacia amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo, com cerca de 7 milhões de km², e o rio Amazonas despeja no Atlântico aproximadamente 20% de toda a água doce que chega aos oceanos. É tanta água que o mar fica menos salgado até 150 km costa afora. Santarém está bem no coração desse sistema, na confluência do Tapajós com o Amazonas.

O encontro das águas que não se misturam. Em frente à cidade, o Tapajós, de águas escuras, por vezes esverdeadas, corre lado a lado com o Amazonas, barrento, por quilômetros sem se misturar. A diferença de temperatura, densidade e velocidade mantém a linha nítida entre eles, um laboratório natural de hidrodinâmica a céu aberto.

A maior biodiversidade de água doce do mundo. Segundo o Inpa, a bacia amazônica abriga até 2.500 espécies de peixes, entre elas o pirarucu, um dos maiores peixes de água doce, além do peixe-boi e do boto-cor-de-rosa. Conservar essa água é conservar a maior fauna aquática de água doce que existe.

A festa que nasce da água. O Çairé, realizado há mais de três séculos em Alter do Chão e reconhecido como manifestação da cultura nacional, começa com um cortejo fluvial, em que a comunidade sai de barco em busca dos mastros. Seu ponto alto é a disputa dos botos Cor de Rosa e Tucuxi, golfinhos de água doce que dão vida ao principal mito amazônico. Cultura e recurso hídrico são, aqui, a mesma coisa.

O rio dita o calendário, e o clima já dá sinais. As praias de areia branca de Alter do Chão, o "Caribe amazônico", aparecem no período menos chuvoso da região, de junho a novembro, quando a vazante das águas revela as praias fluviais. Em 2024, a baixa do rio Tapajós obrigou a organização do Çairé a mudar o local da tradicional busca dos mastros. É um lembrete concreto de como as secas afetam economia, cultura e gestão hídrica, exatamente o tipo de desafio que o FOPIESS coloca em pauta.
E a água doce chega à mesa de Piracicaba. O nome Piracicaba vem do tupi e significa "lugar onde o peixe para", uma referência às quedas do rio que bloqueiam a piracema e concentram os cardumes.

Não por acaso, o prato símbolo da cidade é o peixe no tambor, servido nos restaurantes históricos da Rua do Porto, à beira do rio. Curiosamente, boa parte desse peixe, como o tambaqui, vem da própria Amazônia. Sobre o rio corre a Ponte Pênsil, cartão-postal da cidade, e nas margens ecoa a música que eternizou o Rio Piracicaba na voz de Tião Carreiro e Pardinho. Da várzea amazônica à Rua do Porto, a água doce é sempre a mesma protagonista: vida, cultura e responsabilidade compartilhada.

 

Saiba mais

A música que eternizou o Rio Piracicaba (Rio de Lágrimas, Tião Carreiro e Pardinho):
https://www.youtube.com/results?search_query=Rio+de+L%C3%A1grimas+Ti%C3%A3o+Carreiro+e+Pardinho

Rua do Porto e o peixe no tambor: https://blog.friasneto.com.br/guia-turistico-da-rua-do-porto-historia-e-cultura-de-piracicaba/

Rio Amazonas e a água doce do planeta: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Amazonas

Curiosidades sobre o maior rio do mundo (National Geographic): https://www.nationalgeographicbrasil.com/viagem/2023/05/as-5-curiosidades-sobre-o-maior-rio-do-mundo

Festa do Sairé / Çairé: https://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_do_Sair%C3%A9

Portal oficial do Sairé (Prefeitura de Santarém): https://saire.santarem.pa.gov.br

Inscrição para o Evento

Acesse a plataforma PECEGE no https://www.linka.la/event/fopiess2026/